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Justiça peruana pede prisão de ex-presidente Ollanta Humala — Caso Odebrecht

Justiça peruana pede prisão de ex-presidente Ollanta Humala — Caso Odebrecht

O casal se apresentou às autoridades após a decisão e foi preso em Lima.

O procurador solicitou a prisão preventiva do ex-presidente por considerara que haveria risco de fuga dos investigados. "Esta é a confirmação do abuso de poder, que nós vamos enfrentar, em defesa de nossos direitos e dos direitos de todos”, disse o ex-presidente, que deixou o poder em julho do ano passado, com a posse de Pedro Pablo Kuczynski". Segundo ele, os elementos de provas apresentados pelo promotor Germán Juárez permitem presumir que "Heredia e Humala tinham recebido dinheiro da Venezuela e do Brasil, e que com um alto grau de probabilidade, colocaram a quantia nas campanhas eleitorais de 2006 e 2011 simulando contribuições fantasmas”".

O jornalista peruano Gustavo Gorriti, especializado em desvios de verbas e representante no Peru das investigações sobre operação brasileira Lava Jato e os Panamá Papers, disse ao jornal Folha de S.Paulo que a Procuradoria peruana não tem agido da melhor forma.

Um total de 3 milhões de dólares teria sido pago pela Odebrecht em troca de um contrato para construir um oleoduto no país.

A casa do ex-presidente foi bloqueada pela polícia enquanto o veredito do judiciário era anunciado. Além do Peru, só na América Latina há casos em investigação no Chile, na Colômbia, na Argentina, na Venezuela, na República Dominicana, entre outros. "Agradeço aos que não sentenciam antes do tempo e acreditam na inocência até que existam provas em contrário".

Seus advogados já afirmaram que vão recorrer da decisão da Justiça.

Odebrecht admitiu à Justiça dos Estados Unidos que entregou 29 milhões de dólares (94 milhões de reais) entre 2005 e 2014 no Peru para ganhar a concessão de obras públicas, em um período que compreende os Governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e o próprio Ollanta Humala (2011- 2016), conclui El País.

Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000, cumpre pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade. Toledo trabalha para a universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e não voltou ao Peru para prestar contas à Justiça.

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